América Latina mostra na Malásia experiência em novas tecnologias
Veículo: Último Segundo - 14/12/2007
ONGs e empreendedores sociais da América
Latina participaram da terceira Conferência de Conhecimento Global
(GK3), em Kuala Lumpur, onde expuseram suas experiências de
desenvolvimento através das novas tecnologias.
Um dos projetos apresentados foi o Espaço, criado no Brasil para
pequenos agricultores. Ele oferece acesso às novas tecnologias e
fomenta cooperativas dedicadas aos produtos orgânicos.
A ONG
ChasquiNet, do Equador, expôs a iniciativa das Escolas Inter@tivas. O
projeto forma educadores para que levem as crianças das aldeias a usar
as novas tecnologias de uma forma criativa.
"É tão importante
formar as crianças nas novas tecnologias quanto promover atitudes para
que possam desenvolver iniciativas que beneficiem a comunidade", disse
à Efe um dirigente da entidade, Marcelo Galarza.
Galarza citou
como obstáculos a projetos semelhantes a resistência das companhias
privadas a implantar o sistema de banda larga na América do Sul e os
altos preços dos programas. Ele opinou que o uso do software livre
ajudaria a reduzir os custos.
Já a Associação para o
Desenvolvimento Integral da Guatemala (Asodigua) mostrou sua
experiência com dois telecentros comunitários para a formação de
mulheres e crianças.
"A educação é algo fundamental para o
desenvolvimento de um país com um analfabetismo tão alto após tantos
anos de guerrilha", afirmou Manuel García, diretor da ONG. Ele
acrescentou que os centros também servem para a formação sobre a aids e
a violência doméstica.
As novas tecnologias permitiram às mulheres indígenas utilizar o comércio eletrônico para vender seu artesanato.
Outro projetos apresentado na Malásia é o colombiano Iris, dedicado às
crianças cegas. Elas sentem as formas e as cores através do computador,
por um sistema pioneiro de engenharia a serviço de desenvolvimento
social.
A peruana Úrsula Carrascal mostrou o projeto do
restaurante D'Piedad, que utiliza novas tecnologias em todos os níveis
de gestão.
