Governança da internet é um debate que se impõe
Veículo: FNDC - 17/11/2007
A internet já pode ser considerada uma das maiores fontes atuais de difusão de informação, entretenimento e disseminação da cultura. O avanço da rede possibilitou um novo cenário, onde os usuários, através da Web, se tornam geradores de conteúdo. A liberdade sem fronteiras proporcionada pela rede, entretanto, trouxe consigo uma série de novas questões que foram se impondo. Segurança, custos, línguas e diversidade, combate à pornografia infantil e inclusão digital: o universo que permeia a rede foi discutido na última semana (de 12 a 15/11), no Rio, durante o 2º Fórum para a Governança da Internet.
Com o objetivo de debater tópicos de governança global da
rede www e promover a ampla participação nas ações para o futuro da
Internet, participantes de mais de 100 países estiveram no 2º Fórum para a Governança da Internet (IGF),
realizado recentemente na cidade do Rio de Janeiro. O primeiro encontro
foi em Túnis, em novembro de 2005. “Fora o problema de nomes e números
que envolvem a governança da internet, existem muitos assuntos a serem
resolvidos. Ela precisa funcionar bem num mundo cheio de culturas,
países e legislações diferentes”, aponta Demi Getschko, membro do
comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e conselheiro do Icann (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers).
Liberdade
de expressão, segurança, custos de acesso, múltiplas línguas e
diversidade, medidas de combate à pornografia infantil, proteção contra
a exploração de crianças e inclusão digital são apenas alguns dos temas
que envolvem esse universo. “O IGF é um fórum que discute esses
assuntos. Ele não toma ações ou gera resoluções, mas coloca os atores
dessas camadas da rede em contato direto, resultando assim em ações
positivas para o setor” analisa.
Atualmente, mais de um quinto
dos habitantes do planeta está conectado à rede, segundo o professor
Hartmut Richard Glaser, diretor do Núcleo de Informação e Coordenação
do Ponto BR, braço executivo do CGI.br. Glaser calcula que este é um
número pequeno, se forem consideradas as dificuldades especiais de
conectividade enfrentadas pelas nações menos desenvolvidas. “Promover a
inclusão digital nos locais mais remotos é um desafio para governantes,
entidades e ONGs. Os países estão à procura de soluções para acesso de
baixo custo, o que resolveria o problema em diversos países, como o
Brasil”, expõe Glaser.
Os próximos encontros do IGF serão na Índia e no Egito.
