Ministros de Justiça da UE querem fiscalização da internet contra terrorismo
Veículo: Folha Online - 08/12/2007
Os ministros de Justiça da UE (União Européia) afirmaram na sexta-feira (7) que apóiam a proposta de fiscalização do uso da internet como ferramenta na luta contra o terrorismo, sem que isso prejudique a liberdade de expressão.
"A proposta recebeu um amplo apoio", afirmou o comissário de Justiça, Liberdade e Segurança europeu, Franco Frattini, acrescentando que todas as delegações se mostraram favoráveis à discussão do assunto.
Em entrevista coletiva concedida após a reunião, Frattini disse que será buscado um "equilíbrio" para garantir o respeito aos direitos fundamentais, principalmente à livre expressão.
Esta foi a primeira reunião ministerial em que a proposta foi debatida, e nenhum dos 27 países-membros do bloco apresentou oposição, segundo afirmaram outras fontes da UE.
O ministro de Justiça espanhol, Mariano Fernández Bermejo, disse que houve um consenso político "claro" para evitar que a internet se transforme em um "veículo" para os terroristas.
Bermejo disse que "nenhum direito é ilimitado", embora seja preciso atuar em defesa da liberdade de expressão.
No início de novembro, a Comissão Européia propôs medidas para criminalizar o uso de internet com fins terroristas, como o recrutamento de ativistas ou a divulgação de instruções para fabricar bombas.
Frattini justificou as propostas afirmando que o terrorismo é uma
"ameaça" para a Europa. Também disse que divulgar instruções para
construir bombas "não tem nada a ver com a liberdade de expressão".
