Radiodifusão defende igualdade de regras para a internet
Veículo: TeleSíntese - 14/11/2007
O representante da Associação Internacional de Radiodifusores, Alexandre Jobim, defendeu hoje (14), durante o Internet Governance Forum, promovido pela ONU, no Rio, a criação de leis contra cibercrimes, ou crimes cometidos por meio da internet. Também levantou a hipótese de equiparação das condições regulatórias existentes para rádios e tevês, àquelas dos fornecedores de informação online.
"Deveríamos
admitir a continuidade de regulação intensa sobre rádio e tevê, e
deixar totalmente livres os conteúdos distribuídos pela internet? Ou
deveríamos equiparar as regulações para os novos players
que entrem
nesse mercado?" Para ele, "devem ser feitos esforços para que os países
adotem nas suas legislações domésticas regulações contra violações e
crimes na internet. "
Durante o painel que tratou do tema
"Openness", conceito de "abertura" que cobre software de códigos
abertos, livre circulação de conteúdos, neutralidade da rede, o
representante dos radiodifusores, segmento que
vem sendo acossado
por fontes alternativas e descentralizadas de informações, argumentou
que a Convenção de 1961, que deu aos radiofusores o direito exclusivo
de distribuir seus programas, não dá mais conta da realidade digital.
"A internet deixou ao relento os radiodifusores ou os donos de
conteúdo, porque não há instrumentos
legais para essa violação conhecida como pirataria".
A
posição dos radiodifusores, em defesa de maior regulamentação dos
direitos de propriedade sobre os conteúdos que circulam na rede,
encontra a oposição, contudo, de ativistas dos movimentos pela
democratização das
comunicações e, mesmo na direção da Icann
(entidade que distribui números e domínios da internet), reconhece-se
que as tecnologias digitais devem exigir um novo ponto de equilíbrio
entre os direitos dos autores, e o direito de acesso dos consumidores
ao conhecimento, vital numa sociedade baseada na informação.
